Foto Cicuta (Lavre)
Eu gostava de voltar a ser a mulher de há 2/3 anos ... a Cicuta de antes!
Não tem a ver com a idade... eu gosto da minha idade , sinto orgulho nela.
Mas queria o resto...
O não ter "sofrido" um "prós -trauma" ao acidente da Isa que me:
Fez passar dos 59 para os 77kg
de 0 dioptrias para 3 e a aumentar...
me deu uma estúpida fibromialgia
e uma forte de vontade de não viver...
Tive uma educação errada... sempre sobre sobre o perfeito a beleza corporal, etc... Talvez por isso ela morreu tão infeliz ao 71!
Hoje olho para mim e não me conheço... a minha família que não me vê há mais de 3 anos não me reconhece...lol....
Hoje eu não sou a Cicuta, nem sequer a sua sombra....
A mulheres está cá, mas o desejo foi-se, a imaginação foi-se a parte sexy de dela foi-se o pensamento das estórias no comboio , no metro...
Nem uma " Donas de Casa Desesperadas"consigo ser....
Foi-se-me o Ego!
O Amor-próprio.
A vossa Cicuta é um engado, é apenas mais uma Mulher gorda e que nem sequer tem respeito por si!
Talvez por isso a imaginação tenha morrido com ela...
Se alguém gostou da cicuta fui eu, Avó, com conceitos morais muitos elevados, mas sempre muito, muito sonhadora....
A Cicuta fará sempre parte de mim, como fez parte da minha família e amigas, nunca a escondi.
Pois nunca se esconde aquilo que nós somos... Os outros aceitam ou não... Problema deles!
Beijos!
Cicuta
Quando criei a Cicuta era uma Quarentona avó que nunca tina escrito nada do género, deu-me gozo, prazer, diverti-me imenso, tive comentários lindos... eu que sempre fora acanhada e só escrevia para mim.... Já tinha a Luar mas a Luar sou eu com toda a minha loucura diária, o bom e o mau humor... a cicuta foi o meu abrir como Mulher!!!!!
Na cabana da montanha a lareira crepitava e espalhava-se no ar o cheiro da alfazema queimada!
As paredes e o tecto eram feitas de troncos e todo o mobiliário era de madeira rústica!
Tapetes de lã trabalhados em tear e a cobrir os velhos sofás estavam mantas de patchworks coloridas.
Havia 2 cadeiras de baloiço forradas com almofadas de lã coloridas e junto á lareira 2 enormes cestos continham troncos de lenha e outro com pinhas e galhos de urze, alecrim e alfazema.
Uma mesa com tampo corrido feito madeira tosca com os “nós” em bruto e até alguns buracos, de cada lado estavam 2 bancos de madeira corridos.
Suspenso sobre a mesa um candeeiro de ferro com um peso em forma de “pinha” dava a luz necessária.
Num canto um velho aparador com loiça de barro, malgas e os indispensáveis copos de vidro grosso e tosco.
Havia também velhos candeeiros de petróleo e castiçais com velas espalhados por toda a casa.
A cozinha era pequena, um fogão a lenha uma bancada de mármore com lava-loiças também de mármore, uma mesa de trabalho ao centro e mais uma lareira pequena. E também a “coisa” mais moderna da casa, um cilindro para aquecer a água para os banhos!
No andar de cima 2 quartos todos mobilados em madeira rústica, com cortinas de pano e colchas de lã, em cada um uma pequena lareira e uma janela/varanda que circundava quase toda a casa.
A vista, a vista eram as árvores, os montes, a neve e ao fundo um rio gelado, de quando em vez um veado e ao longe o uivo de um lobo!
A pequena casa de banho tinha uma banheira de pés! Isso, daquelas com 4 patinhas em forma de garras, todas em esmalte, que se forram com tecido para não se morrer de frio!
Acende-se uma salamandra horas antes e muitas velinhas....
Ela tomou o seu banho com calma, tinha todo o tempo do mundo!
Tinha o fim de um Ano e o começo de um outro só para si!
Acariciou-se, deixou que os seus dedos explorassem aquele corpo que tão bem conhecia, mas que cada vez que tocava descobria algo de novo nem que fosse uma sensação...
Lá fora os lobos uivavam, os machos chamavam as fêmeas, sedentos de sexo, de luxúria...
Levada pelos uivos saltou da banheira e enrolou-se no roupão bem felpudo, colocou a toalha em volta dos cabelos e desceu para a sala. Serviu-se de um brandy e sentou-se confortavelmente no sofá!
Os olhos “presos” no fogo e a mente vagueava, solta.
Na sua mente ela era loba, loba Alfa esperando pelo macho Alfa corria solta pela neve, sem frio, sem receio, selvagem, apenas eles os Alfa!
Ela sabia que o macho Alfa é que escolhe a fêmea dentro de todas as da alcateia, mas quando se nasce marcada para fêmea Alfa eles bem que podem escolher pois já foram escolhidos e nem sabem.....
E enquanto o seu pensamento andava longe, a correr juntamente com os lobos sentiu "bater" na porta, primeiro com cuidado e depois com força.
Levantou-se e foi abrir...
Na entrada estava prostrado um enorme lobo todo negro, parecia ferido, cansado!
Ela teve receio mas algo lhe disse que ele não lhe faria mal e com cuidado pegou nele e deitou-o em frente ao lume, com uma toalha secou-o e tratou-lhe da ferida na pata.
Depois foi buscar carne que tinha para jantar e ajoelhou-se junto dele, com cuidado foi dando-lhe de comer, e ele aceitou com muito cuidado, apanhando os pedaços sem sequer lhe tocar nos dedos!
Quando terminou deitou a cabeça no colo dela e adormeceu!
Cansada ela acabou por adormecer também, enroscados, um no outro ficaram em frente da lareira!
Nessa noite ela teve sonhos, sonhos que não ousaria confessar a mais ninguém!
Sentiu prazer como nunca tinha sentido e aquele lobo nos seus sonhos não era um lobo mas um belo homem de olhos amarelos e corpo torneado, mão fortes, sexo rijo, língua meiga...
Quando acordou o lobo já lá não estava e ficou a pensar:
Terá sido do brandy, ou foi apenas uma partida da imaginação?!
Subiu para se vestir e quando enfiava a camisola reparou que tinha vários arranhões nas costas....
Desceu, arranjou uma caneca de café e veio até cá fora. O que viu deixou-a pasmada!
Em frente da cabana estavam vários lobos e ao fundo um grande lobo negro, olharam para ela uivaram baixinho e afastaram-se seguindo o grande lobo negro que coxeava!
Cicuta
Tenho os olhos vendados!
As mãos afastadas e atadas! Os pés afastados e atados!
A saia está arregaçada as meias á mostra! A blusa amarrotada e meia aberta, deixando ver o soutien!
Tenho o cabelo em desalinho, uma parte espalhada na almofada e a outra colada na cara, agarrada ao suor do meu rosto!
Não há música! Ouço os teus passos descalços, sinto os teus olhos postos em mim, sinto o cheiro do teu perfume, sinto-te mexer à minha volta mas não sei o que fazes!
Sentas-te na borda da cama, continuas em silêncio! Alguma coisa tilinta junto ao meu ouvido! Metes-me o dedo entre pernas, bem fundo e retiras tão bruscamente como o meteste!
O tilintar continua bem perto do meu ouvido, parecem correntes mas por outro lado não... Agarras-me pelo cabelo e obrigas-me a sentar!
Amarrada como estou é difícil e até um pouco doloroso!
Faço um aiii. Pelo modo brusco com que me puxaste o cabelo sei que não gostaste, tu gostas do meu silêncio!
Fico sentada e em desequilibro, pois as pernas estão presas a um ferro o que não me permite fecha-las, sinto a tua mão na virilha e sem cerimónias rasgas-me as cuecas!
Dou um gemido baixo e rouco pois a renda cortou-me a pele! Tu sentes e baixas-te para me beijar na zona dorida, beijas e chupas e andas com a língua á roda do meu clítoris mas sem lhe tocar...
De imediato esqueço a dor e fico húmida, húmida como só tu me sabes pôr!
De repente desapareces, sinto-te os passos a afastarem-se, o que terás ido fazer?
A espera parece eterna e embora saiba que não estas por perto não me atrevo a mudar de posição! Voltas, sentas-me melhor na cama mas prendes o meu cabelo com fitas às correntes que pendem do tecto.
Rasgas-me a blusa e o teu pénis vai-se metendo na minha boca e peito, com a outra mão penetras-me com algo frio, muito frio e grosso!
Páras sempre que me sentes excitada, não sei com o quê me penetras, que me lembre não tenho nada cá em casa que provoque tal sensação... É desconfortável mas bom ao mesmo tempo, não sei o que é e acho que nem vou querer saber!
Sinto-te descer sempre com a língua a tocar o meu corpo, desces, desces e paras na zona da minha barriga e lambes como se fosses um animal!
Desces até chegares ao meu clítoris e começas por andar com a língua de roda devagar, com as mãos afastas os lábios e metes dois dedos da vagina e outro no cú e começas a sugar o clítoris com tanta sofreguidão que quase mo arrancas, mordiscas e chupas e lambes para cima e para baixo com força e meiguice!
Quando me estou quase a vir quero fechar as pernas, tu sabes bem disso, daí o ferro! Fico doida de tesão por não poder fecha-las! As pernas tremem-me!
Quero agarrar-te e esgadanhar-te e não posso as mãos também estão presas! Sinto os teus olhos postos em mim, aposto que sorris! Quero morder-te e não posso os cabelos amarrados não me permitem grandes movimentos!
Tu sabes disso, meu cabrão, conheces-me tão bem!! Sabes que não sou de grandes orgasmos mas que estes são os melhores!
Quando me começo a vir, toda eu tremo, a minha cara contorce-se em esgares que talvez não sejam bonitos, mas que são de puro animal em tesão! Tremo, as pernas ficam tão hirtas que até fico com cãibras, o meu cheiro a Mulher, a sexo invade o ar do quarto e cola-se a ti! Venho-me uma vez e peço-te por tudo que pares, não é isso eu não quero que pares mas sim que me soltes!
E tu meu animal, fazes de conta que não é nada contigo e continuas até eu ter mais dois, três, quatro orgasmos e estar completamente descontrolada, descontrolada a ponto de te matar! Descontrolada de fúria e prazer, de ódio e paixão, de te bater e foder!
Soltas-me finalmente e assim que me vejo livre a primeira coisa que faço é mandar-te deitar!
Obedeces, sorridente, com ar de filho da puta! Ainda por cima tens a lata de sorrires na minha cara!
Ato-te as mão e os pés! Sento-me em cima de ti e de violador passas a violado!
Fodeste-me! Agora fodo-te Eu!
Não, meu lindo, não me tocas! Isso querido, bem enterrado, bem fundo!
Agora espera que vou só acender a vela!
Não, Beleza, não te vou cantar os parabéns....
Cicuta Doce
foto retirada da net não tinha identificação do autor.
E uma noite ela aceitou....
A lua no alto céu negro banhava-se por todo o rio e os lindíssimos telhados lisboetas. As casas antigas estavam com as janelas e varandas abertas para deixar entrar a noite.
Beberam um copo na esplanada e sem grandes falas desceram a escadaria que os levou por ruelas estreitas, casa velhas, roupa estendida no varal, sons de vozes e televisão saía pelas pequenas janelas nas portas de madeira velha.
Floreiras pendiam de algumas delas, as garbosas e contudo modestas sardinheiras davam um ar multicolor às velhas casas.
Por vezes encontravam um velhote de tez curtida pelo sol que sentado na soleira da porta fumava o seu cigarro.
Entraram na casa perdida no meio de tantas outras naquele bairro. Beberam um vinho tinto ao som de uma música da qual ela não se lembra.
Ele tocou-a com cuidado, quando não se conhece o bicho, devemos ir com cautela...
Ela deixou e deixou… Voaram as roupas, os papeis com poemas na parede, a música tocava.
Música, qual música?!
O que se ouvia era melódico mas não era música com toda a certeza....
Eles voaram num Mundo só deles, com cheiros e sabores dignos de um Gourmet, serviram-se das mais delicadas iguarias, tudo sem pressa, sem tempo.
Sim, porque até o Tempo parecia ter parado só para eles....
E dormiram, dormiram aquela noite e muitas outras...
Dormiram muito mais que as Mil e Uma Noites...
Contaram muito mais de Mil e Uma Estórias...
Descobriram-se durante muito mais que Mil e Uma carícias, olhares...
foto retirada da net não tinha identificação do autor.
Trocaram Mil e Um cheiros, gostos, cores....
Discutiram muito menos que Cento e uma Noites
Riram-se muito, mas muito mais que Mil e mil noites e dias....
Não, ela não era a Sherazade nem ele o Sultão que se aborrecia com tudo.
Não, não foi milagre de 13 de Maio pois já era 14 quase 15....
Foi apenas mais uma noite de luar que começou como tantas outras e terminou como muitas mais… Apenas esta teve continuação por Muito mais do que Mil e Uma Noites….
Mil beijos com cheiro de violetas por todo o ti meu Amante
Foto oferecida por um querido Bloguista que infelizmente já não escreve.
Beijo Doce
Abri as portas do roupeiro, sentei-me na cama a olhar para lá.
A visão ficou turva e só via cores milhares de cores e no fundo o mar… Consegui sentir o cheiro das algas, ouvir o barulho das gaivotas, da brisa.
Visualizei cada vestido, cada recordação.
O azul noite levou-me ao nosso 1º encontro, ao cheiro das velas, da rua, ao sabor do vinho e do teu beijo…
O verde água levou-me a uma festa em que dançámos toda a noite e nos esquecemos da hora de fechar… Levou-me ao sentir fora de mim, fora do meu corpo…
O preto e branco levou-me até casa dos teus pais, até a uma família, ao cheiro da cozinha caseira, da gargalhada fácil, até ao teu Mundo…
O rosa levou-me até ao passeio no parque, o molhar os pés no lago o meu sorrir perante a tua admiração pelo meu receio dos pássaros…
O vermelho levou-me até um jantar que não tivemos, a um desejo incontrolável, a uma piza na cama…
O cai-cai branco com bolinhas levou-me até um amor diferente...
As calças de ganga levaram-me até à praia, ao cantinho escondido no pinhal, ao caminho por lajes, ao café para comprar choco frito e levar…
O que tu te riste de mim…
“Ninguém compra choco frito para levar para a praia!” Dizias tu.
Todos os meus vestidos, roupa têm uma estória contigo…
Nunca pensamos nisso mas a nossa roupa acompanha-nos nas nossas aventuras…
Ahhhhhhhhhhhhhhhhh e também me lembro de todas as ocasiões onde mos despiste!
O azul noite levou-me ao teu beijo, ao passar das tuas mãos pelo meu corpo…
O verde água levou-me ao barulho do fecho quando o abriste, ao deslizar do forro pelo meu corpo, ao teu ar…
O preto e branco levou-me até uma mesa de família, e o teu roçar de pé, a tua mão a subir pelas minhas coxas, enfim ao nosso jantar de família…
O rosa levou-me ao beijo roubado no parque das crianças, ao teu atirar de água para o vestido, ás minhas formas coladas no tecido rosa…
O vermelho levou-me aquela noite em que me beijaste, resgate e despiste, a uma noite de sexo tão rubro como a cor do vestido…
Aos teus beijos pelo meu corpo, ao passar da tua língua por mim… Ao gelo que me passaste no corpo ao gelo com que nos amámos…
O cai-cai branco com bolinhas levou-me até uma noite em casa, com champanhe, cordas e muito splash de água no corpo....
As calças de ganga…Essas têm tanto que contar que ficará para outro dia….
Adormeci sorridente e molhada perante um simples armário…….
Cicuta
Estás longe, um pouco longe...
Mas sem que saibas estamos mais juntos que nunca.
Tu, distante não vês as minhas imperfeições, a minha gordura, a minha vergonha...
Tu, distante voltas a ser o meu Amante, que quando passa as mãos tem um corpo bonito, com curvas...
Tu, distante, voltámos a ser novamente um só, um orgasmo só!
Adoro-te mais ainda por estares distante, por não veres a minha degradação.
Não que fosses critico no assunto, sempre tiveste uma palavra de conforto como:
- "Gata, tu não és gorda, está provisoriamente gorducha...."
Por muito que não pareça muita Mulher gostaria de ouvir isso.
Eu gostava, embora não demonstrasse.
Por ti e para Ti o "azul" hoje não tem parado...
O teu perfume na almofada...
E com a minha imaginação o teu "eu" dentro de mim!
Beijos de Amante, muito amante, puta , mulher tudo!
Cicuta
Mudei hoje para a nova plataforma e por enquanto só vou alterer o blog, dar-lhe outra cara!!
Obrigada





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