Sábado, 3 de Agosto de 2013

A noite



Foto: Howard Schatz





Quando fechei a porta o meu cheiro ficou nos teus lençóis.

 

Saio encoberta pela noite, mas o amanhecer não tarda.

 

Da nossa noite trago o teu cheiro, as marcas da tua boca no meu corpo.

 

Nas pernas começam a doer-me os sítios onde fincaste os deus dedos, nas alturas de maior loucura.

 

Percorro o caminho a pé até minha casa, é longe mas preciso de andar, de deixar o ar da cidade tirar o cheiro a tabaco da minha roupa, pois o teu cheiro esse, está colado na minha pele.

 

Enquanto ando vou lembrando a nossa noite, quando me agarraste por detrás e me dobraste no balcão da cozinha, como o teu pénis me penetrou.

 

O vinho que derramámos um no outro e lambemos como dois felinos sedentos de sangue...

 

As tuas mão no meu corpo todo a forma como me possuíste e gritámos os dois como se o Mundo fosse só nosso.

 

Depois deitados no chão da sala fumámos um cigarro, bebemos e sem dizer uma palavra entretivemo-mos a explorar o corpo um do outro, milímetro por milímetro...

 

Beijamo-nos, lambemo-nos, cheiramo-nos, provamo-mos como dois animais e foi ainda sem falar que subi para cima de ti.

 

Montei-te como se monta um garanhão de classe, um puro sangue.

 
 
 

Estiquei as pernas ao longo do teu corpo e ajeitei-me de modo a que ele entrasse todo. Com um abanar de ancas lento fui forçado a penetração e a fricção do meu clítoris.

 

Tu entraste na dança e com o dedo estimulaste-me e foi num vai e vem cada vez mais enlouquecido e frenético que começamos novamente a chegar ao auge.

 

O teus olhos fechados, as veias das têmporas salientes, as expressões da tua cara, eram de gozo, prazer, por foder e ser fodido.

 

Acho que em determinada altura tudo se descontrolou, eu arranhei-te como nunca tinha arranhado alguém e tu viraste-te num ápice, quando dei por mim tinha almofadas na barriga e estava de gatas, contigo por cima, uma das tuas mãos na parede e a outra nos meus cabelos, penetravas-me com tal gana que voaram bancos, cinzeiros, copos...

 

Mordeste-me o pescoço como os felinos fazem quando acasalam e viemo-nos novamente como dois animais.

 

Caímos para o lado cansados, só bem mais tarde nos arrastamos para a cama e dormimos, tu dormiste!

 

Pela luz dos cadeeiros, que entrava nas janelas fiquei a ver-te dormir e quando o teu sono era bem profundo levantei-me.

 

Vesti-me com cuidado para não pisar vidros, fui há casa de banho escovei o cabelo deixei-te um beijo no espelho.

 

Abri a porta da rua e saí como um ladrão, encoberta pela noite e com a vontade saciada!

 

Quando acordares não estarei lá e como não sabes quem sou, nem onde me encontrares, de lembrança só te vai ficar o cheiro e alguns arranhões.

 

Talvez uma saudade te bata no coração em momentos de solidão ou de tesão, quem sabe?!

 

Ou talvez Um Dia nos encontremos numa esquina, num bar, no mar....

 

 

 

 

 


Cicuta

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


publicado por Cicuta às 11:01
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Sábado, 14 de Maio de 2011

Depois dos 50...

imagem: retirada da net

 

 

A idade vai chegando mas os sentidos continuam cá! Ao contrário do que se pensa, eles refinam-se...

 

O toque de umas mãos, quando bem feito, pode levar-nos aos píncaros...

 

Mas um cheiro, pode ser um turbilhão de sentimentos.... Leva-nos de jovens meninas a mulheres maduras, dá voltas e nós andamos envoltas em mil-cheiros! O do primeiro amor, o do da tentação que nunca provámos, o do marido(s), dos amantes....

 

É aquele olhar que ficou e não vimos mais....

 

O toque de mãos, que nos electrificou dos pés à cabeça....

 

Mas o cheiro, o cheiro dele, da pele dele....Esse é sempre aquele cheiro!

 

O cabelo, o corpo, as mãos, os olhos, os lábios....

 

Com a idade, por vezes, as curvas já não são curvas, são montanhas.... Mas o prazer continua lá!

 

Mas o cheiro dos Homens que amei, é um cheiro que não esquecerei... Falo do cheio da pele, sem perfume, daquele cheiro que fica entranhado em nós, no travesseiro depois de ele ir embora, cheiro de gente...

 

Cada homem tem seu cheiro, claro que mulher também. Tem homens que por mais bonitos que sejam, mais charme que tenham.... Têm o cheiro de pele "errado", não consigo explicar.

 

Aquele de que falo é diferente, mas é um cheiro que nos atrai, que chama por nós, que nos faz esquecer do Mundo... Talvez seja esse o motivo que por vezes se vê mulher linda, junto com homem feio e vice-versa.... (risos)

 

Mas teve um homem na minha Vida do qual nunca esquecerei o cheiro e sei que é reciproco, os anos passam e foram muitos anos mesmo,mas quando por um acaso estamos juntos, parecemos dois ímanes que se atraem, quando as mão se tocam ainda dão choque, voltamos a ter borboletas no estômago...

 

Os nossos olhos procuram-se, mesmo que não o queiramos e se estivermos lado a lado, emanamos calor dos nossos corpos como dois adolescentes que já fomos e naqueles breves momentos nós voltamos a ser os mesmos jovens, atrevidos, de riso fácil, que se "curtiam" sem se tocar mesmo no meio de uma multidão, nessas alturas não somos Pais, nem Avós, somos apenas um homem e uma mulher cheios de tesão um pelo outro...

 

Atira tudo para o alto, esquece da Vida como ela é, esquece que cresceste, esquece as responsabilidades, atira-te de cabeça, pelo menos uma vez na Vida, Vive, luta pelo que queres, não deixes que se atravessem no teu caminho, segue os teus instintos, agarra aquilo que amas, corre e não olhes para trás.... Grita o nosso Eu interior, mas...

 

Ambos sorrimos, sorriso triste, de quem um dia perdeu um caminho da Vida e agora é demasiado tarde, demasiado, complicado, com demasiadas outras Vidas pelo meio.... Ou apenas tenhamos ficado escravos das palavras medo, arriscar, comodidade, conforme fomos crescendo!

 

Ficam sempre as SMS, os telefonemas, as fotografias, as cartas, os almoços, os encontros inevitáveis e principalmente o cheiro!

 

 

 

 

 

Beijo venenoso

 

 

 

Cicuta

 

 

 

 

 

Como eu entendo e adorei o Livro do Perfume  Foto: retirada da net


publicado por Cicuta às 14:32
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Sexta-feira, 6 de Maio de 2011

A melodia do desejo…

Este texto foi-me gentilmente cedido para publicar aqui no meio deste pequeno Diário de Venenos, acho que ele só vem enaltecer este meu humilde  blogue no qual, não tenho quaisquer pretensões de escritora, poeta, ou mesmo narradora de estórias. Esta é a diferença entre escrevinhar e escrever, eu escrevinho a Ana escreve!

 

Obrigada Ana pela colaboração

 

 

 

 

imagem:retirada da net

 

 

"Ela sentou-se na esplanada, naquele entardecer ameno. Os pensamentos invadiam-na como intrusos numa já ruidosa festa. Não os quis, estava cansada. Não queria pensar nem sentir, apenas estar. Pediu um martini nos copos largos e baixos em que a bebida, além do sabor, lhe trazia uma mais palpável sensação de glamour, e recostou-se a observar o entorno. As conversas, sussurradas, traziam-lhe à memória antigos filmes de espionagem; todos os sons estavam abafados, dispersos, difusos e apenas entendeu o porquê quando, límpido e destacado, o divino som de um piano lhe invadiu os sentidos… a pele arrepiou-se-lhe e assim permaneceu… Sentiu-se a deslizar no sentido daquele som, atraída por alguma misteriosa força a que não podia nem queria resistir.


Subiu as escadas estreitas a que a entreaberta porta junto à esplanada dava acesso. Não sabia para onde ia, apenas que tinha que ir. Rumou ao desconhecido, subindo com a firmeza segura de quem não tem qualquer dúvida. Pé ante pé chegou ao topo das escadas, e a um salão de altas e estreitas janelas e chão de madeira rangente. Ao centro um piano e ao piano um homem. Um homem normal, mas sublime na sua comunhão com o som. Um homem normal mas infinitamente belo pela emoção do seu sentir. O homem era homem e melodia; o corpo prolongava-se em som; a alma em exultação. Tocava de tronco nu, descalço, ligado ao divino por algum invisível fio…


Ela ficou estática, no pavor de quebrar aquela oração. A respiração ficou-lhe suspensa enquanto cristalizava o momento para toda a sua eternidade. Ele olhou-a sem surpresa, todo entrega. Olhou-a mais fundo do que jamais alguém a ousara olhar, enquando os dedos continuavam a percorrer, velozes, o palco da melodia. E então ela avançou. Nada a poderia parar. Sentou-se a seu lado, abraçando-o num aperto forte, desesperado. Inspirou do seu pescoço aquele odor puro e forte e sentiu-o tremer sob as suas carícias… a música num crescendo convicto a acompanhar a escalada da emoção e do reduto do prazer.


Ao sabor da melodia, a mão dela agarrou-lhe no sexo como se o segurasse inteiro: corpo, alma e coração… Balançou-o numa cadência ritmada que o levou à momentânea loucura, fazendo-o acreditar que se parasse morreria… E os dedos dele continuavam a amá-la com música… com som. E ela tremeu, também, com o prazer recebido do prazer que estava a dar, até chegarem por fim juntos à apoteose final, cerrada no prolongado arrepio de um momentâneo silêncio.


E quando ele, refeito e livre, a tomou finalmente nos braços e a invadiu por inteiro, o som do piano abandonado continuou a soprar-lhes a melodia do desejo…"

 

 

 

Ana Dias

 

 

 

 

Espero que tenham gostado tanto como eu.

 

Beijo envenenado

 

 

Cicuta


publicado por Cicuta às 19:20
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Segunda-feira, 2 de Maio de 2011

Lingerie para Sereias & não só......

Andava a procurar fotos de lingerie e links para encomendar online, quando me apareceu esta foto:

 

 

 

 

O título da foto é: Bras_That_Pinch! (não tem o nome do autor)

 

 

 

 

Até aqui nada de muito especial, era apenas mais uma foto com muita imaginação e super divertida, pelo menos no meu ponto de vista.

 

Mas, por curiosidade fui ver a página onde estava colocada para saber qual o contexto que poderia ter motivado o cruzamento de um soutien com um caranguejo....

 

Para meu grande espanto e agradável surpresa é um site de lingerie, super inovador, criado por uma Mulher, só podia!!

 

Deixo-vos aqui o dito cujo site:

 

 

 

http://www.laurasaura.com/foundation.php

 

A imaginativa Artista desta ideia é LAURA ANN JACOBS e pela parte que me toca está de parabéns, pois eu fico sempre perfeitamente e agradavelmente surpreendida, quando alguém consegue imaginar alguma coisa, gira, diferente, positiva, que nos faz sorrir e principalmente que não faz mal ao Mundo.....

 

Ela é uma Artista altamente inovadora, tem sapatos lindos, estranhos, mas fabulosos... É uma Mulher que vive num Mundo dela, digo eu, e tenta e consegue tirar a monotonia e o cinzento do Mundo em que vivemos....

 

A Cicuta, que como sabem adora lingerie, todas nós, desde espartilhos,  bustier e em vários materiais, seda, veludo, couro, renda, um sem fim de tentações para o tacto e visão....confesso que fiquei encantada com algumas das peças e a minha imaginação voou e divagou para locais bem altos ou bem baixos, isso depende do ponto de vista de cada um....

 

Estas pinças, por exemplo, uma de nós, sabe muito bem onde as iria aplicar... Não é meu querido?!

 

 

Beijo Doce

 

 

 

Cicuta

 

 

 

 

 

Esqueci-me de vos dizer que todas estas maravilhas são esculturas de vidro, sim vidro, embora alguns se pudessem fazer em materiais "usaveis", e ficariam lindos na mesma....

 


publicado por Cicuta às 13:11
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Quarta-feira, 20 de Abril de 2011

Asfixia

 

 

imagem: retirada da net

 

 

 

 

O quarto era grande e nu!

 

 

 

As paredes lisas e escuras, iluminadas por velas, milhares de velas!

 

 

Panos caiam do tecto, longos e esvoaçantes pelo mesmo vento que fazia treme-luzir as velas!

 

 

A cama no centro estava coberta de veludo negro!

 

 

Eles estavam nus com écharpes encarnadas em roda do pescoço!

 

 

Beberam o suficiente para se entregarem naquela aventura!

 

 

Podia ser a última!

 

 

Encaixaram-se um no outro, o sexo dele penetrou o dela!

 

 

Começaram-se a mover e cada um pegou o controle da fita do outro, o tecido encarnado enrolava-se nos mãos de um e de outro como se de serpentes se tratasse, os espaço entre eles diminuía....

 

 

 

Ele apertava a dela!

 

 

Ela apertava a dele!

 

 

Conforme o orgasmo se ia aproximando eles apertavam mais, e mais a tentar controlar o orgasmo simultâneo mas a tentar domar  a falta de ar que se vinha apoderando deles...

 

 

E com ela o prazer!

 

 

Eles puxaram, até os rostos ficarem diferentes, os olhos abriram-se mais, as bocas fizeram um esgar...

 

 

 

Eles vieram-se, eles viram-se com outros olhos, eles viram o medo e sentiram o prazer... Largaram as fitas, gemeram e sugaram o ar em volta como se aquele fosse o único oxigénio do Mundo, os seus corpos transpirados, palpitavam, beijaram-se, morderam-se, arranharam-se, mais uma vez foram um único Ser....

 

 

Mais uma vez eles pararam a tempo!

 

 

Eles gozaram muito!!!!

 

 

No Amor e no Prazer vale TUDO!

 

 

Mas este jogo é um jogo perigoso, nem sempre se ganha e eles sabem disso...

 

 

 

 

 

 

 

 imagem: retirada da net

 

 

 

Beijo doce

 

Cicuta


publicado por Cicuta às 18:13
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Segunda-feira, 11 de Abril de 2011

Oração das Mulheres Resolvidas

imagem: retirada da net

 

 

"Que o mar vire cerveja e os homens aperitivo,
que a fonte nunca seque,
e que a nossa sogra nunca se chame Esperança,
porque Esperança é a última que morre...


Que os nossos homens nunca morram viúvos,
e que os nossos filhos tenham pais ricos e mães gostosas!
 

Que Deus abençoe os homens bonitos,
e os feios se tiver tempo...

 

Deus...
Eu vos peço sabedoria para entender um homem,
amor para perdoá-lo e paciência pelos seus actos,
porque Deus,
se eu pedir força,
eu bato-lhe até matá-lo.

Um brinde...
Aos que temos, aos que tivemos e aos que teremos.
 
Um brinde também aos namorados que nos conquistaram,
aos trouxas que nos perderam,
e aos sortudos que ainda vão conhecer-nos!

 

Que sempre sobre,
que nunca nos falte,
e que a gente dê conta de todos!
Amén.

 

P.S.: Os homens são como um bom vinho: todos começam como uvas e é dever da mulher pisá-los e mantê-los no escuro até que amadureçam e se tornem uma boa companhia para o jantar."

 

 

Júlio Machado Vaz

 

 

imagem: retirada da net


publicado por Cicuta às 20:59
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Domingo, 3 de Abril de 2011

Eternos

 

 

As lágrimas rolavam-lhe pelo rosto e pelo peito, caíndo-lhe no regaço, ela chorava sem parar, sentada na ponta da cama onde jazia o corpo sem vida do seu homem, do seu amante.

 

A luz tremula do candeeiro de petróleo iluminava o pequeno quarto, dando-lhe um tom mais amarelado do que aquele que já tinha, a um canto a bacia e balde, com o jarro de esmalte, ainda tinham a água ensanguentada, os trapos molhados e tingidos de vermelho espalhavam-se pelo chão, em outro canto, mais afastado estavam as roupas deles, a camisa branca dele, a saia dela, o corpete, as botas, os botins, e a mesa com a bebida, os copos as flores, nesse canto, ainda parecia haver só felicidade, só Vida!

 

Com as mão a tremer ela agarrou as mão do amante, agora morto, e como que se fosse atigida por um raio, o seu corpo estremeceu e o quarto iluminou-se, ficou branco cheio de flores, ela deitada na cama e ele co muito cuidado ia-lhe desapertando o espartilho enquanto a beijava, o vinho barato passara a champanhe,, o lençois eram do mais fino linho...

 

Foram-se despindo mutuamente, com toda a calma do mundo, entre beijos e goles de champanhe, delicadamente sorvido de entre os seios dela, os abdominais dele, de tantos outros locais de onde se pode sorver champanhe no corpo de um amante.....

 

Delicadamente ele virou-a, beijou-lhe a nuca, segurou-lhe os longos cabelos e curvou-se sobre ela. penetrou-a, primeiro docemente, mas conforme o arfar dela foi mais fundo, o cabelo escorregava nas mãos traspiradas, os dois corpos transpirados, molhavam aquele linho fino.... Subitamente, ela mexeu-se e virou-o, agora liderava ela!

 

Ela olhava gulosa para aqueles abdominais bem definidos, fincou-lhe as mãos nas nádegas, e estavam tão sincronizados no balançar, que pareciam remadores das Galés...

 

Mas ele voltou a deitá-la de costas e colocou-se sob ela, pegou-lhe nas pernas, encostou-as no peito dele, as costas delas foram-se elevando da cama, lentamente, primeiro o rabo, depois as ancas, as costas de seguida e o ritmo não parava, antes pelo contrário aumentava...

 

Todo o quarto cheirava a eles, a alfazema dos lençóis, a flores mas principalmente a sexo... A cama batia na parede desesperadamente, caía caliça do tecto, os vizinhos batiam com as vassouras, no tecto ou no chão, na porta, mas nada, mesmo nada poderia impedir o que se passava naquele quarto!

 

Ele olhou nos olhos dela e ele nos dele, não falaram, pois não precisavam falar, o orgasmo falou por eles, o corpo dela estremeceu, não uma, não duas, mas milhentas vezes, como se fosse a última vez....

 

Quando abriram a porta do quarto 8 a Polícia entrou e ficou parada em frente à cama, tinham finalmente atendido ao pedido da D. Miquelina, a dona da pensão, para passearem por lá.

 

O quarto estava vazio, não tinha nada, nada mesmo!

 

Miquelina olha em volta, com cara de parva, a Polícia estava danada, pois achava que ela esta a gozar com eles, foram saindo do quarto, com Miquelina a olhar para trás sem saber o que dizer, pela 1ª vez na vida dela....

 

 

Quando o Amor é muito, pode ser eterno e quando dois Seres nasceram para serem Um Só, partirão como sendo Um Só, existem Amantes que são Eternos...

 

 

imagens: retiradas da internet não sei o autor

 

 

 

 

Beijo Doce

 

Cicuta

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


publicado por Cicuta às 17:15
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Quarta-feira, 25 de Agosto de 2010

O Primeiro Amor

 

Foto: retirada da net

 

 

Amar, acho que um dia eu amei e acho que na altura fui correspondida!

 

Amar alguém passados mais de 20 anos... Muito mais!

 

Foi o meu primeiro Amor, foi o Homem mais bonito que conheci...

 

Nunca se esquece o 1º Amor, ficam sempre lembranças, até as coisas mais idiotas, como locais, frases, gestos, para não falar de cheiros...

 

Foi terno, cuidadoso, foi... O meu 1º Amante!

 

Ainda hoje lhe sinto o cheiro.... Aquele cheiro!

 

O quarto forrado com a cor de um clube de futebol... Os lençóis que fugiam... E um carinho tão grande!

claro que em como todas as estórias, não acabou bem...

 

Mas ficou a ternura, o passado, o "amor"!

 

Nem sempre nos amam tanto como nós, mas é Amor!

 

Hoje um grande Amigo, tal como eu perdeu parte da beleza física... Mas continua a ser o meu "AMOR"!

 

Olho para trás, e aquele era o meu Homem, embora eu não fosse a sua Mulher...

 

Amor de adolescente é terrível... Mas é amor!

 

Parecemos todos parvos, flutuamos, tudo é lindo, mas também se faz muita asneira!!!!!

 

Os nossos 1ºs amores normalmente não dão em nada, mas infeliz de quem nunca Amou, mesmo que não tenha tido correspondido(a)!

 

 

Cicuta


publicado por Cicuta às 14:31
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Sábado, 26 de Julho de 2008

Voltar a trás...

Foto Cicuta (Lavre)

 

 

Eu gostava de voltar a ser a mulher de há 2/3 anos ... a Cicuta de antes!

 

Não tem a ver com a idade... eu gosto da minha idade , sinto orgulho nela.

 

Mas queria o resto...

 

O não ter "sofrido" um "prós -trauma" ao acidente da Isa que me:

 

Fez passar dos 59 para os 77kg

 

de 0 dioptrias para 3 e a aumentar...

 

me deu uma estúpida fibromialgia

 

e uma forte de vontade de não viver...

 

Tive uma educação errada... sempre sobre sobre o perfeito a beleza corporal, etc... Talvez por isso ela morreu tão infeliz ao 71!

 

Hoje olho para mim e não me conheço... a minha família que não me vê há mais de 3 anos não me reconhece...lol....

 

 

Hoje eu não sou a Cicuta, nem sequer  a sua sombra....

 

A mulheres está cá, mas o desejo  foi-se, a imaginação foi-se a parte sexy de dela foi-se o pensamento das estórias no comboio , no metro...

 

Nem uma " Donas de Casa Desesperadas"consigo ser....

 

Foi-se-me o Ego!

 

O Amor-próprio.

 

A vossa Cicuta é um engado, é apenas mais uma Mulher gorda e que nem sequer tem respeito por si!

 

Talvez por isso a imaginação tenha morrido com ela...

 

Se alguém gostou da cicuta fui eu, Avó, com conceitos morais muitos elevados, mas sempre muito, muito sonhadora....

 

A Cicuta fará sempre parte de mim, como fez parte da minha família e amigas, nunca  a escondi.

 

Pois nunca se esconde aquilo que nós somos... Os outros aceitam ou não... Problema deles!

 

Beijos!

 

 

 

 

Cicuta

 

 Quando criei a Cicuta era uma Quarentona avó que nunca tina escrito nada do género, deu-me gozo, prazer, diverti-me imenso, tive comentários lindos... eu que sempre fora acanhada e só escrevia para mim.... Já tinha a Luar mas a Luar sou eu com toda a minha loucura diária, o bom e o mau humor... a cicuta foi o meu abrir como Mulher!!!!!


publicado por Cicuta às 07:38
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Terça-feira, 10 de Junho de 2008

Sonhos?!

Na cabana da montanha a lareira crepitava e espalhava-se no ar o cheiro da alfazema queimada!

 

As paredes e o tecto eram feitas de troncos e todo o mobiliário era de madeira rústica!

 

Tapetes de lã trabalhados em tear e a cobrir os velhos sofás estavam mantas de patchworks coloridas.

 

Havia 2 cadeiras de baloiço forradas com almofadas de lã coloridas e junto á lareira 2 enormes cestos continham troncos de lenha e outro com pinhas e galhos de urze, alecrim e alfazema.

 

Uma mesa com tampo corrido feito madeira tosca com os “nós” em bruto e até alguns buracos, de cada lado estavam 2 bancos de madeira corridos.

 

Suspenso sobre a mesa um candeeiro de ferro com um peso em forma de “pinha” dava a luz necessária.

 

Num canto um velho aparador com loiça de barro, malgas e os indispensáveis copos de vidro grosso e tosco.

 

Havia também velhos candeeiros de petróleo e castiçais com velas espalhados por toda a casa.

 

A cozinha era pequena, um fogão a lenha uma bancada de mármore com lava-loiças também de mármore, uma mesa de trabalho ao centro e mais uma lareira pequena. E também a “coisa” mais moderna da casa, um cilindro para aquecer a água para os banhos!

 

No andar de cima 2 quartos todos mobilados em madeira rústica, com cortinas de pano e colchas de lã, em cada um uma pequena lareira e uma janela/varanda que circundava quase toda a casa.

 

A vista, a vista eram as árvores, os montes, a neve e ao fundo um rio gelado, de quando em vez um veado e ao longe o uivo de um lobo!

 

A pequena casa de banho tinha uma banheira de pés! Isso, daquelas com 4 patinhas em forma de garras, todas em esmalte, que se forram com tecido para não se morrer de frio!

 


Acende-se uma salamandra horas antes e muitas velinhas....

 

Ela tomou o seu banho com calma, tinha todo o tempo do mundo!

 

Tinha o fim de um Ano e o começo de um outro só para si!

 

Acariciou-se, deixou que os seus dedos explorassem aquele corpo que tão bem conhecia, mas que cada vez que tocava descobria algo de novo nem que fosse uma sensação...

 

Lá fora os lobos uivavam, os machos chamavam as fêmeas, sedentos de sexo, de luxúria...

 

 

 

 

Levada pelos uivos saltou da banheira e enrolou-se no roupão bem felpudo, colocou a toalha em volta dos cabelos e desceu para a sala. Serviu-se de um brandy e sentou-se confortavelmente no sofá!

 

Os olhos “presos” no fogo e a mente vagueava, solta.

 

Na sua mente ela era loba, loba Alfa esperando pelo macho Alfa corria solta pela neve, sem frio, sem receio, selvagem, apenas eles os Alfa!

 

Ela sabia que o macho Alfa é que escolhe a fêmea dentro de todas as da alcateia, mas quando se nasce marcada para fêmea Alfa eles bem que podem escolher pois já foram escolhidos e nem sabem.....

 

E enquanto o seu pensamento andava longe, a correr juntamente com os lobos sentiu "bater" na porta, primeiro com cuidado e depois com força.

 

Levantou-se e foi abrir...

 

Na entrada estava prostrado um enorme lobo todo negro, parecia ferido, cansado!

 

Ela teve receio mas algo lhe disse que ele não lhe faria mal e com cuidado pegou nele e deitou-o em frente ao lume, com uma toalha secou-o e tratou-lhe da ferida na pata.

 

Depois foi buscar carne que tinha para jantar e ajoelhou-se junto dele, com cuidado foi dando-lhe de comer, e ele aceitou com muito cuidado, apanhando os pedaços sem sequer lhe tocar nos dedos!

 

Quando terminou deitou a cabeça no colo dela e adormeceu!

 

Cansada ela acabou por adormecer também, enroscados, um no outro ficaram em frente da lareira!

 

Nessa noite ela teve sonhos, sonhos que não ousaria confessar a mais ninguém!

 

Sentiu prazer como nunca tinha sentido e aquele lobo nos seus sonhos não era um lobo mas um belo homem de olhos amarelos e corpo torneado, mão fortes, sexo rijo, língua meiga...

 

Quando acordou o lobo já lá não estava e ficou a pensar:

 

Terá sido do brandy, ou foi apenas uma partida da imaginação?!

 

Subiu para se vestir e quando enfiava a camisola reparou que tinha vários arranhões nas costas....

 

Desceu, arranjou uma caneca de café e veio até cá fora. O que viu deixou-a pasmada!

 

Em frente da cabana estavam vários lobos e ao fundo um grande lobo negro, olharam para ela uivaram baixinho e afastaram-se seguindo o grande lobo negro que coxeava!

 

 

 

 

 

 

 

 

Cicuta


publicado por Cicuta às 21:40
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