Quarta-feira, 24 de Agosto de 2005

"Au Naturel"

praia2.JPG sol_amante.bmp praia1.JPG



O sol mal começara a erguer já ela se levantara.

O seu corpo esguio andava pela casa como se deslizasse, fez café e enquanto isso vestiu uma túnica branca transparente e saiu para a rua.

O amanhecer prometia mais um dia lindo de sol quente e forte, olhou em volta e sorriu, pois em seu redor não existia vivalma, apenas dunas, plantas típicas das mesmas, e em frente o mar e o céu mais nada.

Na parte de trás da pequena casa de madeira havia uma “estrada” uma coisa a que alguém chamara estrada, pois nada mais era do que uma carreiro que serpenteava ao longo das dunas embora numa espécie de trilho já marcado. Ali estava o jipe, pequeno mas companheiro inseparável de aventuras. Uns metros ao lado um pequeno poço.

Ela acercou-se do poço e atirou com o balde lá para dentro este caiu num "splashh" que lhe fez antever a água gelada que lá vinha! Puxou o balde e despejou a água para um jarro voltou ao alpendre da casa e lavou-se, lavou-se “há gato”... afinal, estava de férias e ia para a praia!!

Entrou em casa tomou café e arranjou umas frutas para levar, revista, bronzeador, saída de praia, nunca usava toalha, pesavam de mais e só ocupavam espaço. Colocou os “phones”, bolas ou aquilo era grande ou ela tinha ouvidos pequeninos, e saiu em direcção ao mar.

Já na praia estava um minúsculo barco a remos, atirou com a tralha lá para dentro, empurrou-o até dentro de água e saltou para o seu interior. Remou lentamente até um pequeno banco de areia onde puxou o barco e deitou-se ao sol!

Naquela terra (que não interessa onde), naquela praia (sem nome) estava apenas ela e a Natureza e naquele pedacinho de areia o seu corpo nu era todo “propriedade” do sol do mar e da areia, ou seja eram “2 masculinos e 2 femininos” em vários tipos de matéria mas em perfeita comunhão.

Conforme o sol subia ia aquecendo de vez em quando ela entrava na água e sentava-se a ver o horizonte e a brincar com camarões minúsculos que, atrevidos, lhe mordiscavam o corpo nu! Pequenos cardumes passavam bem perto e de vez em quanto uma gaivota matreira voava a pique para uma pesca furtiva.

Voltou para a areia quente e deitou-se, pernas entreabertas, de frente para o sol. O sol que por acaso é “masculino” não conseguiu estar quieto e bem devagar começou a “introduzir” os seu raios quentes dentro da vagina dela, quanto mais ela aquecia mais ele se metia e desbravava, era um calor bom, ela não transpirava e a humidade que sentia não era suor...

O efeito cada vez era maior pois a mente dela viajava por outros locais, o corpo dela pousava em certos braços e na sua boca certos lábios! As suas mãos começaram a enterrar-se na areia, a respiração a subir, espasmos percorreram-lhe as pernas e com eles veio aquela vontade imensa de fechar as pernas para dar azo ao prazer, mas ela sabia que isso era o começo do fim!

Claro que como Mulher podia ter vários começos e fins, afinal sempre havia vantagens!

Imaginou mãos fortes a prenderem-lhe as pernas e os braços, sem se puder mexer (como gostava) e aquela sensação de prazer a envolvê-la sem ela puder controlar, não podia arranhar, tocar e mesmo que gritasse ninguém a ouviria, somente as gaivotas voariam esbaforidas, nada mais!

E foi no meio de coisa nenhuma que indefesa mas “presa” de algo teve o seu orgasmo mais “quente” com tanto gozo como se tivesse tido mão humana!

Adormeceu cansada mas certa que “aquele amante” não se cansaria tão depressa!




Cicuta



Et: LADYS se pensam que brinco, experimentem fazer nudismo, bem descontraídas e bem orientadinhas para o “Astro Rei”, concentração também ajuda, mas o calor faz milagres! Dilata os corpos....

Ahhhhhh, fechar as perninhas não vale.

publicado por Cicuta às 17:34
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10 comentários:
De blanche a 30 de Agosto de 2005 às 18:20
Passei aqui pra te deixar um beijo.



De uchiha itachi a 27 de Agosto de 2005 às 20:19
posso dizer ke ver corpos ao natural e fantastico mas para mim e uma coisa tao banal ke ok pois passei grande parte da minha vida numa praia de nudistas e para mim na praia nao me faz diferença. mas a maneira como escreves faz uma pessoa perder-se nas linhas do tempo kando damos por nos ja tamos sabe la deus onde.
bjos


De Manefta a 27 de Agosto de 2005 às 01:25
Olá Cicuta! Gosto muito do que escreves...fazes-me sempre sonhar. Até já fantasiei contigo... :)
Este teu texto faz-me lembrar uma história minha...
Decidimos ir á praia, uma bem deserta . É enorme e como ali há muita rocha a malta procura outros spots.
Olhamos em volta e só se via um grupo de gente a pelo menos 500mts.
Montamos o tapa-vento...para termos mais privacidade...
E deitamos ao sol, nuzinhos, satisfeitos com aquela liberdade de sentir o sol a aquecer ...eu pessoalmente adoro sentir o sol tocar-me nos seios, é uma questão de segundos para ficarem erectos .
Entretanto ... comecei a ficar completamente excitada, as minhas mãos e a minha boca sedenta não largavam o corpo ao meu lado...
Os sussurros de prazer e a excitação dele fizeram-me vir... Sou sempre muito excitável...mas tem dias que ando possuída...esse era um deles...
Ele puxava meus mamilos com desespero, com ânsia...e eu queria mais...tudo em mim queria explodir novamente, e mais e mais...
Cavalgava em cima dele a galope, louca, de costas arqueadas...oferecia-lhe os seios, enquanto gritava comigo, insultava-me ...enquanto eu sorvia todo aquele prazer. Enebriada de tanta tesão...sentia espasmos no ventre, no interior das coxas, nas plantas dos pés, volúpia rodopiando em mim...
Adoro olhar nos olhos de quem fodo, ver o prazer, a boca entreaberta...os sinais de gozo ligados a mim.
Olho em frente e vejo um tipo, que pela farda devia ser polícia, ou primo...
Pasmei...mas o corpo não parava...dou por mim a ter ainda mais prazer ...de repente adorei que aquele individuo que se aproximava fosse ver a minha possessão de luxúria...
E continuei...ele aproximou-se e olhei-o nos olhos, mostrando-lhe toda a loucura que sentia.
Ficou uns minutos a olhar para mim, a observar-me . Adorei!! Mostrou que me achava linda, que me queria, vi o prazer, a vontade nele...
Quando explodi, quando me vim olhando nos olhos, ora de um ora de outro...e lentamente me viu sossegar, ronronar de satisfação. Afastou-se.
Nós ficamos ali, momentos eternos, a saborear, a brisa, a maresia, o sol...o aroma dos nossos corpos. Um sorrisinho no rosto.

Beijo

Manefta



De L.M a 26 de Agosto de 2005 às 14:12
as coisas que a Mãe natureza faz nas mulheres!!
è mesmo não vale fechar as perninhas


De Tiago_e_Sofia a 26 de Agosto de 2005 às 13:53
Se o sol faz essas maravilhas as mulheres são umas sortudas...
beijos


De so12 a 25 de Agosto de 2005 às 02:18
Ahhhh, o Sol, esse terrível penetrador! Conheço...marcou-me toda nas férias passadas... este ano, ficou na mão mesmo! :))** gostei e continuo a gostar da música...beijo...venenoso, muito venenoso ;)**


De cicuta a 24 de Agosto de 2005 às 22:06
Tron ainda bem que gostaste e lhe sentiste o calor. Beijo doce


De cicuta a 24 de Agosto de 2005 às 22:05
Sam que bom uma bebida com o meu nome, o meu 1º nome! Adorei!! Beijo


De tron a 24 de Agosto de 2005 às 20:30
texto venenosamente quente como o sol que te possuiu continua a escrever coisas assim que até superas o calor do sol


De Sam a 24 de Agosto de 2005 às 20:27
Que bom te ver por aqui...trouxe uma bebida para Ti e tem teu nome chama-se "Cicuta Doce" e o ingrediente especial é o carinho que Te tenho e o gozo que me dá descansar os olhos aqui no teu cantinho...deixo-te um beijo Cicuta fatal Doce Misterio...;-)


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