Terça-feira, 27 de Dezembro de 2005

Lobos...Sonhos...Realidades... (já brasil)

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Na cabana da montanha a lareira crepitava e espalhava-se no ar o cheiro da alfazema queimada!

As paredes e o tecto eram feitas de troncos e todo o mobiliário era de madeira rústica!

Tapetes de lã trabalhados em tear e a cobrir os velhos sofás estavam mantas de patchworks coloridas.

Havia 2 cadeiras de baloiço forradas com almofadas de lã coloridas e junto á lareira 2 enormes cestos continham troncos de lenha e outro com pinhas e galhos de urze, alecrim e alfazema.

Uma mesa com tampo corrido feito madeira tosca com os “nós” em bruto e até alguns buracos, de cada lado estavam 2 bancos de madeira corridos. Suspenso sobre a mesa um candeeiro de ferro com um peso em forma de “pinha” dava a luz necessária.

Num canto um velho aparador com loiça de barro, malgas e os indispensáveis copos de vidro grosso e tosco.

Havia também velhos candeeiros de petróleo e castiçais com velas espalhados por toda a casa.

A cozinha era pequena, um fogão a lenha uma bancada de mármore com lava-loiças também de mármore, uma mesa de trabalho ao centro e mais uma lareira pequena. E também a “coisa” mais moderna da casa um cilindro para aquecer a água para os banhos!

No andar de cima 2 quartos todos mobilados em madeira rústica, com cortinas de pano e colchas de lã, em cada um uma pequena lareira e uma janela/varanda que circundava quase toda a casa.

A vista, a vista eram as árvores, os montes, a neve e ao fundo um rio gelado, de quando em vez um veado e ao longe o uivo de um lobo!

A pequena casa de banho tinha uma banheira de pés! Isso, daquelas com 4 patinhas em forma de garras, todas em esmalte, que se forram com tecido para não se morrer de frio!
Acende-se uma salamandra horas antes e muitas velinhas....

Ela tomou o seu banho com calma, tinha todo o tempo do mundo!

Tinha o fim de um Ano e o começo de um outro só para si!

Acariciou-se, deixou que os seus dedos explorassem aquele corpo que tão bem conhecia, mas que cada vez que tocava descobria algo de novo nem que fosse uma sensação...

Lá fora os lobos uivavam, os machos chamavam as fêmeas, sedentos de sexo de luxúria...

Levada pelos uivos saltou da banheira e enrolou-se no roupão bem felpudo, colocou a toalha em volta dos cabelos e desceu para a sala. Serviu-se de um brandy e sentou-se confortavelmente no sofá!

Os olhos “presos” no fogo e a mente vagueava, solta.

Na sua mente ela era loba, loba Alfa esperando pelo macho Alfa corria solta pela neve, sem frio, sem receio, selvagem, apenas eles os Alfa!

Ela sabia que o macho Alfa é que escolhe a fêmea dentro de todas as da alcateia, mas quando se nasce marcada para fêmea Alfa eles bem que podem escolher pois já foram escolhidos e nem sabem.....

E enquanto o seu pensamento andava longe, a correr juntamente com os lobos sentiu bater na porta, primeiro com cuidado e depois com força.

Levantou-se e foi abrir...

Na entrada estava prostrado um enorme lobo todo negro, parecia ferido, cansado!

Ela teve receio mas algo lhe disse que ele não lhe faria mal e com cuidado pegou nele e deitou-o em frente ao lume, com uma toalha secou-o e tratou-lhe da ferida na pata.

Depois foi buscar carne que tinha para jantar e ajoelhou-se junto dele, com cuidado foi dando-lhe de comer, e ele aceitou com muito cuidado, apanhando os pedaços sem sequer lhe tocar nos dedos!

Quando terminou deitou a cabeça no colo dela e adormeceu!

Cansada ela acabou por adormecer também, enroscados, um no outro ficaram em frente da lareira!

Nessa noite ela teve sonhos, sonhos que não ousaria confessar a mais ninguém!

Sentiu prazer como nunca tinha sentido e aquele lobo nos seus sonhos não era um lobo mas um belo homem de olhos amarelos e corpo torneado, mão fortes, sexo rijo, língua meiga...

Quando acordou o lobo já lá não estava e ficou a pensar:

Terá sido do brandy, ou foi apenas uma partida da imaginação?!

Subiu para se vestir e quando enfiava a camisola reparou que tinha vários arranhões nas costas....

Desceu, arranjou uma caneca de café e veio até cá fora. O que viu deixou-a pasmada!

Em frente há cabana estavam vários lobos e ao fundo um grande lobo negro, olharam para ela uivaram baixinho e afastaram-se seguindo o grande lobo negro que coxeava!



Cicuta






Beijo Doce e até para o Ano

publicado por Cicuta às 16:14
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7 comentários:
De Fazer-te_Vir a 7 de Janeiro de 2006 às 00:10
teho um medo irracional de lobos, e trabalho com ambiente - já se viu isto ??? Mas tenho-o, já de estimação e ainda bem que li este artigo à noite !!! Eu não mudaria uma linha, tudo me arrepiou as costas - A calma dela no banho o ca dentro e o la fora - o abrir da porta - ELA ABRIU A PORTA ??? Irraaaaaaaaaa - Valeu-me um bom arrepio - Mas estar vivo é ter arrepios - Estória PERFEITA !!! Deliciosamente envolvente no meu caso especial - MEXEU - ERIÇOU - PARABÉNS !!!


De Carlos a 2 de Janeiro de 2006 às 17:02
...As mãos - são para onde meu olhar é
atraído……………….Quando imagino
que Elas acariciam, apertam, agarram,
dão segurança, e por vezes infinitas
escrevem tudo aquilo que não digo......mas sinto!


De calipso a 2 de Janeiro de 2006 às 16:44
Sonhaste com algo que não te atreveste a contar e acordaste com marcas na pele feitas por algo que nem te lembras. A história está muito boa. E eu em especial adorei-a. Um dia saberás porquê. Até lá um uivo baixinho.


De FZ a 29 de Dezembro de 2005 às 12:34
Que estória tão bonita! Gostei...


De shakermaker.blogs.sapo.pt a 29 de Dezembro de 2005 às 12:13
Ora viva Cara Cicuta... Bem, o lobo até poderia ser coxo mas de parvo não tinha nada. Na minha pouco fiável opinião, não era um lobo mas sim um lobisomem. Cara Cicuta, desconfio que vive na Roménia, pois os seus contos têm sempre cabanas com segredos eróticos por revelar, mansões assombradas por seres sobrenaturais e com apetite sexual voraz ou castelos perdidos em florestas de frutos proibidos e desejos interditos. Porém, seja qual fôr a sua origem, creio que seja uma mulher universal, que viva no nosso imaginário como uma deusa sexual. Cara Cicuta, Feliz Ano Novo e que todas as suas fantasias se realizem, neste e no outro mundo, o seu. Um abraço... SHAKERMAKER


De L.M a 29 de Dezembro de 2005 às 11:37
Onde é esta cabana, também quero lá passar uns dias. Lareira uhm já me estou a imaginar. jokas Cicuta, há quanto tempo eu não vinha aqui?? sei lá há muito mesmo. beijos


De Carlos a 27 de Dezembro de 2005 às 21:29
Enquanto houver uns olhos que reflectem
outros olhos que os fitam,
enquanto a boca responda a suspirar
aos lábios que suspiram,
enquanto se sentirem ao beijar-se
duas almas confundidas,
enquanto exista uma mulher formosa,
haverá poesia!



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