Domingo, 6 de Novembro de 2005

O Banho....

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Ela sorriu quando pegou na tampa da banheira, sempre achara graça aquele hipopótamo azul na ponta da corrente, era o seu grande “voyeur” dos banhos a “solo”!

Abriu a água quente e procurou no armário quais os aromas em que lhe ia apetecer “mergulhar” esta noite!

Escolheu uma mistura que não usava tinha muito tempo, mel, canela, laranja e menta...

Lembrava-se de que gostava mas já não sabia a que ficava Ela a cheirar!

Aquilo lembrava-lhe o deserto, Marrocos com todo o seu fascínio de cor e sensualidade e por outro lado tão déspotas para com o Ser feminino, estranho mundo aquele!

Deixando de lado as recordações, abriu o frasco e deitou generosamente o liquido cor de âmbar na banheira, ao tocar na água este transformava-se em espuma, branca, tão branca como a neve!

Era como ter o cheiro do deserto numa planície coberta de neve...

Preparou a mesinha de apoio com as velas e o tm (para alguma eventualidade) de precisar de chamar alguém... Não, não levara os cigarros nem a bebida do costume, naquela noite não lhe apetecia!

Queria ter os sentidos bem alertas, nem incenso acendeu!

Música de fundo, bem calminha como tanto gostava, desta vez decidiu-se pelos “Il Divo”, que melhor companhia para um banho do que 4 lindos tenores bem jovens e afinadidos?!

Tudo a postos e entrou no banho encostou a cabeça na almofada em forma de estrela do mar e ficou por momentos a observar a espuma e a ponta do pé.

Mergulhou a cabeça e deixou-se ficar a ouvir os ruídos da casa e dos vizinhos de dentro de água...é tudo tão diferente ouvido de dentro de água...até a música soa como se viesse de outro mundo.....

Lavou a cabeça e recostou-se a ouvir as árias, foi brincando com a espuma que se começava a dissipar por causa do “shampoo”.

Aí o pequeno hipopótamo azul já olhava para ela através dos pequenos montículos de espuma que havia aqui e acolá, tipo icebergs...

Olharam um para outro ambos sabiam que era chegada a hora!

Ela tirou o chuveiro, passou o cabelo por água e colocou o amaciador no cabelo, recostou-se confortavelmente e abriu as torneiras no máximo! (Ela sabe da crise da água...mas existem outro tipo de crises....).

Mudou o chuveiro para massagem, jacto único forte, entreabriu as pernas e..... Afinal tinha de dar tempo que o creme fizesse efeito!

E que efeito!

Os seus orgasmos foram lindos, lindos de se ouvir e até talvez de se ver!

Caíram frascos, sabonetes, escovas de banho, luvas, e tudo o mais que uma mulher tem nas prateleiras junto da banheira!

Ela acompanhou os “Il Divo” não numa de soprano mas sim numa de contralto!

Aquela banheira mais parecia o mar em dias de tempestade, até ondas tinha.... até que veio a bonança!

Saciada, sentou-se e passou o cabelo por água limpa e tépida, este estava parecia seda, aliás toda ela parecia seda....

O coração aos saltos e quando se olhou no espelho os seus olhos brilhavam mais que duas estrelas (passo a “piroseira”), colocou a mão entre pernas e podia ser impressão dela, mas “ela” tinha “vida” palpitava, sorria......

Enrolou o cabelo na toalha e vestiu o roupão, apagou a vela, e desfez o “cenário” desligou as luzes e encostou a porta, deixado para trás um cheiro a sexo tórrido em pleno oásis no deserto!






CICUTA




Et: Será que ela me diz onde comprou o gel de banho???!!!

publicado por Cicuta às 19:38
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7 comentários:
De Pachi a 14 de Novembro de 2005 às 20:59
Tb sou fã destes banhos... sozinha e/ou acompanhada!... Fica bem!


De Fonseca_Loff a 12 de Novembro de 2005 às 09:19
Oásis no deserto - que fim fascinante - a matar mesmo !!! Gostei de espreitar por breves momentos para um pedaço de tempo feminino!!! Beijo fresco


De Cludio a 11 de Novembro de 2005 às 13:18
Eu já gostava de banhos...


De Carlos a 10 de Novembro de 2005 às 21:28
Um bom banho sabe sempre bem....Beijo


De de[mente] a 10 de Novembro de 2005 às 19:59
{ ... naufrago em ilhas nunca antes visitadas © de[mente] ... }


De Carlos a 9 de Novembro de 2005 às 09:33
Champanhe sem taças...

É noite.

Você chega com olhos de surpresa e excitação,
nas mãos um embrulho enfeitado.
Jantamos na intimidade de nosso mundo de afeto.
Luz de velas, perfume no ar.

Tão lindo seu jeito de seduzir: flores, chocolates, sorriso malicioso, fala meiga, silêncios penetrantes.
A luz das velas faz de seu rosto travessura e mistério.
Sob a mesa seus pés deslizam em minhas pernas,
me arrepiam de ardor.
Findo o jantar, sentamo-nos no sofá embevecidos de amor.

Seu abraço me faz estremecer.
Seu beijo deliciosamente safado, tem cheiro de cama,
exala amor.
No embrulho a promessa de uma linda noite ... festa a dois.

Lentamente você abre o embrulho , desnuda seu desejo,
me enche de vontade.

Champanhe sem taças...

Delírio acenando... me leva para o quarto, cenário perfeito para fantasias a dois.
Despe meu corpo com delicadeza e malícia.
Tira a roupa se exibindo com sensualidade.

Meu coração ensaia um bolero sedento, quente, ritmado, querendo a dança do sexo, o par enlaçado,
esfregando os corpos , prevendo chuva de gozo, encontro de amantes, momentos secretos.

Seu olhar me invade... tremo de curiosidade... me entrego à surpresa... você me comanda... me perco em seu sonho...
O líquido borbulhante começa a molhar meu colo,
desce por meus seios..
Você bebe vagarosamente o champanhe
que me faz taça de amor.

Ah! Querido!
Amo seu lábios, enlouqueço com sua língua
que em mim passeia fazendo fogueira...
meu corpo incendiado com seu calor.
Gemo mansinho, sou toda carinho, sou sua mulher,
fêmea... amor.

Prendo a respiração ao vê-lo pegar o Champanhe para novo banho, borbulhas de amor.
Meu ventre se encolhe, chove em minha vagina, mistura afrodisíaca de Champanhe e torpor.
Você lambe a lateral do meu dorso,
desliza sua língua gostosa por minhas pernas, virilhas...
grito seu nome, me entrego a embriaguez tonta de vontade,
sussurro pedidos.

Mais uma vez sinto o Champanhe me envolvendo.
Minha fenda húmida é banhada de Champanhe,
nela sua fonte, você me bebendo
Ah! Querido amor!!!!!
Penetra bem fundo, faz de mim seu mundo,
estou bêbada de amor.

Agora encaixados, somos um só corpo,
bebo seu orgasmo pois este sim é bebida preciosa,
fonte de vida, meu vício de amor




De shakermaker.blogs.sapo.pt a 7 de Novembro de 2005 às 01:05
Ora viva Cara Cicuta... Agora entendo a verdadeira razão dos patinhos de borracha ou destes hipótamos azuis nas banheiras de certas mulheres. Talvez seja por isto que as banheiras com hidromassagem estão muito em voga... Elas entram molhadas, molham-se e saem molhadas. E a água sempre a correr... Depois dizem que o país está seco, pois. Um abraço... SHAKERMAKER


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