Sábado, 14 de Maio de 2011

Depois dos 50...

imagem: retirada da net

 

 

A idade vai chegando mas os sentidos continuam cá! Ao contrário do que se pensa, eles refinam-se...

 

O toque de umas mãos, quando bem feito, pode levar-nos aos píncaros...

 

Mas um cheiro, pode ser um turbilhão de sentimentos.... Leva-nos de jovens meninas a mulheres maduras, dá voltas e nós andamos envoltas em mil-cheiros! O do primeiro amor, o do da tentação que nunca provámos, o do marido(s), dos amantes....

 

É aquele olhar que ficou e não vimos mais....

 

O toque de mãos, que nos electrificou dos pés à cabeça....

 

Mas o cheiro, o cheiro dele, da pele dele....Esse é sempre aquele cheiro!

 

O cabelo, o corpo, as mãos, os olhos, os lábios....

 

Com a idade, por vezes, as curvas já não são curvas, são montanhas.... Mas o prazer continua lá!

 

Mas o cheiro dos Homens que amei, é um cheiro que não esquecerei... Falo do cheio da pele, sem perfume, daquele cheiro que fica entranhado em nós, no travesseiro depois de ele ir embora, cheiro de gente...

 

Cada homem tem seu cheiro, claro que mulher também. Tem homens que por mais bonitos que sejam, mais charme que tenham.... Têm o cheiro de pele "errado", não consigo explicar.

 

Aquele de que falo é diferente, mas é um cheiro que nos atrai, que chama por nós, que nos faz esquecer do Mundo... Talvez seja esse o motivo que por vezes se vê mulher linda, junto com homem feio e vice-versa.... (risos)

 

Mas teve um homem na minha Vida do qual nunca esquecerei o cheiro e sei que é reciproco, os anos passam e foram muitos anos mesmo,mas quando por um acaso estamos juntos, parecemos dois ímanes que se atraem, quando as mão se tocam ainda dão choque, voltamos a ter borboletas no estômago...

 

Os nossos olhos procuram-se, mesmo que não o queiramos e se estivermos lado a lado, emanamos calor dos nossos corpos como dois adolescentes que já fomos e naqueles breves momentos nós voltamos a ser os mesmos jovens, atrevidos, de riso fácil, que se "curtiam" sem se tocar mesmo no meio de uma multidão, nessas alturas não somos Pais, nem Avós, somos apenas um homem e uma mulher cheios de tesão um pelo outro...

 

Atira tudo para o alto, esquece da Vida como ela é, esquece que cresceste, esquece as responsabilidades, atira-te de cabeça, pelo menos uma vez na Vida, Vive, luta pelo que queres, não deixes que se atravessem no teu caminho, segue os teus instintos, agarra aquilo que amas, corre e não olhes para trás.... Grita o nosso Eu interior, mas...

 

Ambos sorrimos, sorriso triste, de quem um dia perdeu um caminho da Vida e agora é demasiado tarde, demasiado, complicado, com demasiadas outras Vidas pelo meio.... Ou apenas tenhamos ficado escravos das palavras medo, arriscar, comodidade, conforme fomos crescendo!

 

Ficam sempre as SMS, os telefonemas, as fotografias, as cartas, os almoços, os encontros inevitáveis e principalmente o cheiro!

 

 

 

 

 

Beijo venenoso

 

 

 

Cicuta

 

 

 

 

 

Como eu entendo e adorei o Livro do Perfume  Foto: retirada da net


publicado por Cicuta às 14:32
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Sexta-feira, 6 de Maio de 2011

A melodia do desejo…

Este texto foi-me gentilmente cedido para publicar aqui no meio deste pequeno Diário de Venenos, acho que ele só vem enaltecer este meu humilde  blogue no qual, não tenho quaisquer pretensões de escritora, poeta, ou mesmo narradora de estórias. Esta é a diferença entre escrevinhar e escrever, eu escrevinho a Ana escreve!

 

Obrigada Ana pela colaboração

 

 

 

 

imagem:retirada da net

 

 

"Ela sentou-se na esplanada, naquele entardecer ameno. Os pensamentos invadiam-na como intrusos numa já ruidosa festa. Não os quis, estava cansada. Não queria pensar nem sentir, apenas estar. Pediu um martini nos copos largos e baixos em que a bebida, além do sabor, lhe trazia uma mais palpável sensação de glamour, e recostou-se a observar o entorno. As conversas, sussurradas, traziam-lhe à memória antigos filmes de espionagem; todos os sons estavam abafados, dispersos, difusos e apenas entendeu o porquê quando, límpido e destacado, o divino som de um piano lhe invadiu os sentidos… a pele arrepiou-se-lhe e assim permaneceu… Sentiu-se a deslizar no sentido daquele som, atraída por alguma misteriosa força a que não podia nem queria resistir.


Subiu as escadas estreitas a que a entreaberta porta junto à esplanada dava acesso. Não sabia para onde ia, apenas que tinha que ir. Rumou ao desconhecido, subindo com a firmeza segura de quem não tem qualquer dúvida. Pé ante pé chegou ao topo das escadas, e a um salão de altas e estreitas janelas e chão de madeira rangente. Ao centro um piano e ao piano um homem. Um homem normal, mas sublime na sua comunhão com o som. Um homem normal mas infinitamente belo pela emoção do seu sentir. O homem era homem e melodia; o corpo prolongava-se em som; a alma em exultação. Tocava de tronco nu, descalço, ligado ao divino por algum invisível fio…


Ela ficou estática, no pavor de quebrar aquela oração. A respiração ficou-lhe suspensa enquanto cristalizava o momento para toda a sua eternidade. Ele olhou-a sem surpresa, todo entrega. Olhou-a mais fundo do que jamais alguém a ousara olhar, enquando os dedos continuavam a percorrer, velozes, o palco da melodia. E então ela avançou. Nada a poderia parar. Sentou-se a seu lado, abraçando-o num aperto forte, desesperado. Inspirou do seu pescoço aquele odor puro e forte e sentiu-o tremer sob as suas carícias… a música num crescendo convicto a acompanhar a escalada da emoção e do reduto do prazer.


Ao sabor da melodia, a mão dela agarrou-lhe no sexo como se o segurasse inteiro: corpo, alma e coração… Balançou-o numa cadência ritmada que o levou à momentânea loucura, fazendo-o acreditar que se parasse morreria… E os dedos dele continuavam a amá-la com música… com som. E ela tremeu, também, com o prazer recebido do prazer que estava a dar, até chegarem por fim juntos à apoteose final, cerrada no prolongado arrepio de um momentâneo silêncio.


E quando ele, refeito e livre, a tomou finalmente nos braços e a invadiu por inteiro, o som do piano abandonado continuou a soprar-lhes a melodia do desejo…"

 

 

 

Ana Dias

 

 

 

 

Espero que tenham gostado tanto como eu.

 

Beijo envenenado

 

 

Cicuta


publicado por Cicuta às 19:20
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Segunda-feira, 2 de Maio de 2011

Lingerie para Sereias & não só......

Andava a procurar fotos de lingerie e links para encomendar online, quando me apareceu esta foto:

 

 

 

 

O título da foto é: Bras_That_Pinch! (não tem o nome do autor)

 

 

 

 

Até aqui nada de muito especial, era apenas mais uma foto com muita imaginação e super divertida, pelo menos no meu ponto de vista.

 

Mas, por curiosidade fui ver a página onde estava colocada para saber qual o contexto que poderia ter motivado o cruzamento de um soutien com um caranguejo....

 

Para meu grande espanto e agradável surpresa é um site de lingerie, super inovador, criado por uma Mulher, só podia!!

 

Deixo-vos aqui o dito cujo site:

 

 

 

http://www.laurasaura.com/foundation.php

 

A imaginativa Artista desta ideia é LAURA ANN JACOBS e pela parte que me toca está de parabéns, pois eu fico sempre perfeitamente e agradavelmente surpreendida, quando alguém consegue imaginar alguma coisa, gira, diferente, positiva, que nos faz sorrir e principalmente que não faz mal ao Mundo.....

 

Ela é uma Artista altamente inovadora, tem sapatos lindos, estranhos, mas fabulosos... É uma Mulher que vive num Mundo dela, digo eu, e tenta e consegue tirar a monotonia e o cinzento do Mundo em que vivemos....

 

A Cicuta, que como sabem adora lingerie, todas nós, desde espartilhos,  bustier e em vários materiais, seda, veludo, couro, renda, um sem fim de tentações para o tacto e visão....confesso que fiquei encantada com algumas das peças e a minha imaginação voou e divagou para locais bem altos ou bem baixos, isso depende do ponto de vista de cada um....

 

Estas pinças, por exemplo, uma de nós, sabe muito bem onde as iria aplicar... Não é meu querido?!

 

 

Beijo Doce

 

 

 

Cicuta

 

 

 

 

 

Esqueci-me de vos dizer que todas estas maravilhas são esculturas de vidro, sim vidro, embora alguns se pudessem fazer em materiais "usaveis", e ficariam lindos na mesma....

 


publicado por Cicuta às 13:11
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Quarta-feira, 20 de Abril de 2011

Asfixia

 

 

imagem: retirada da net

 

 

 

 

O quarto era grande e nu!

 

 

 

As paredes lisas e escuras, iluminadas por velas, milhares de velas!

 

 

Panos caiam do tecto, longos e esvoaçantes pelo mesmo vento que fazia treme-luzir as velas!

 

 

A cama no centro estava coberta de veludo negro!

 

 

Eles estavam nus com écharpes encarnadas em roda do pescoço!

 

 

Beberam o suficiente para se entregarem naquela aventura!

 

 

Podia ser a última!

 

 

Encaixaram-se um no outro, o sexo dele penetrou o dela!

 

 

Começaram-se a mover e cada um pegou o controle da fita do outro, o tecido encarnado enrolava-se nos mãos de um e de outro como se de serpentes se tratasse, os espaço entre eles diminuía....

 

 

 

Ele apertava a dela!

 

 

Ela apertava a dele!

 

 

Conforme o orgasmo se ia aproximando eles apertavam mais, e mais a tentar controlar o orgasmo simultâneo mas a tentar domar  a falta de ar que se vinha apoderando deles...

 

 

E com ela o prazer!

 

 

Eles puxaram, até os rostos ficarem diferentes, os olhos abriram-se mais, as bocas fizeram um esgar...

 

 

 

Eles vieram-se, eles viram-se com outros olhos, eles viram o medo e sentiram o prazer... Largaram as fitas, gemeram e sugaram o ar em volta como se aquele fosse o único oxigénio do Mundo, os seus corpos transpirados, palpitavam, beijaram-se, morderam-se, arranharam-se, mais uma vez foram um único Ser....

 

 

Mais uma vez eles pararam a tempo!

 

 

Eles gozaram muito!!!!

 

 

No Amor e no Prazer vale TUDO!

 

 

Mas este jogo é um jogo perigoso, nem sempre se ganha e eles sabem disso...

 

 

 

 

 

 

 

 imagem: retirada da net

 

 

 

Beijo doce

 

Cicuta


publicado por Cicuta às 18:13
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Domingo, 3 de Abril de 2011

Eternos

 

 

As lágrimas rolavam-lhe pelo rosto e pelo peito, caíndo-lhe no regaço, ela chorava sem parar, sentada na ponta da cama onde jazia o corpo sem vida do seu homem, do seu amante.

 

A luz tremula do candeeiro de petróleo iluminava o pequeno quarto, dando-lhe um tom mais amarelado do que aquele que já tinha, a um canto a bacia e balde, com o jarro de esmalte, ainda tinham a água ensanguentada, os trapos molhados e tingidos de vermelho espalhavam-se pelo chão, em outro canto, mais afastado estavam as roupas deles, a camisa branca dele, a saia dela, o corpete, as botas, os botins, e a mesa com a bebida, os copos as flores, nesse canto, ainda parecia haver só felicidade, só Vida!

 

Com as mão a tremer ela agarrou as mão do amante, agora morto, e como que se fosse atigida por um raio, o seu corpo estremeceu e o quarto iluminou-se, ficou branco cheio de flores, ela deitada na cama e ele co muito cuidado ia-lhe desapertando o espartilho enquanto a beijava, o vinho barato passara a champanhe,, o lençois eram do mais fino linho...

 

Foram-se despindo mutuamente, com toda a calma do mundo, entre beijos e goles de champanhe, delicadamente sorvido de entre os seios dela, os abdominais dele, de tantos outros locais de onde se pode sorver champanhe no corpo de um amante.....

 

Delicadamente ele virou-a, beijou-lhe a nuca, segurou-lhe os longos cabelos e curvou-se sobre ela. penetrou-a, primeiro docemente, mas conforme o arfar dela foi mais fundo, o cabelo escorregava nas mãos traspiradas, os dois corpos transpirados, molhavam aquele linho fino.... Subitamente, ela mexeu-se e virou-o, agora liderava ela!

 

Ela olhava gulosa para aqueles abdominais bem definidos, fincou-lhe as mãos nas nádegas, e estavam tão sincronizados no balançar, que pareciam remadores das Galés...

 

Mas ele voltou a deitá-la de costas e colocou-se sob ela, pegou-lhe nas pernas, encostou-as no peito dele, as costas delas foram-se elevando da cama, lentamente, primeiro o rabo, depois as ancas, as costas de seguida e o ritmo não parava, antes pelo contrário aumentava...

 

Todo o quarto cheirava a eles, a alfazema dos lençóis, a flores mas principalmente a sexo... A cama batia na parede desesperadamente, caía caliça do tecto, os vizinhos batiam com as vassouras, no tecto ou no chão, na porta, mas nada, mesmo nada poderia impedir o que se passava naquele quarto!

 

Ele olhou nos olhos dela e ele nos dele, não falaram, pois não precisavam falar, o orgasmo falou por eles, o corpo dela estremeceu, não uma, não duas, mas milhentas vezes, como se fosse a última vez....

 

Quando abriram a porta do quarto 8 a Polícia entrou e ficou parada em frente à cama, tinham finalmente atendido ao pedido da D. Miquelina, a dona da pensão, para passearem por lá.

 

O quarto estava vazio, não tinha nada, nada mesmo!

 

Miquelina olha em volta, com cara de parva, a Polícia estava danada, pois achava que ela esta a gozar com eles, foram saindo do quarto, com Miquelina a olhar para trás sem saber o que dizer, pela 1ª vez na vida dela....

 

 

Quando o Amor é muito, pode ser eterno e quando dois Seres nasceram para serem Um Só, partirão como sendo Um Só, existem Amantes que são Eternos...

 

 

imagens: retiradas da internet não sei o autor

 

 

 

 

Beijo Doce

 

Cicuta

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


publicado por Cicuta às 17:15
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Terça-feira, 10 de Junho de 2008

Sonhos?!

Na cabana da montanha a lareira crepitava e espalhava-se no ar o cheiro da alfazema queimada!

 

As paredes e o tecto eram feitas de troncos e todo o mobiliário era de madeira rústica!

 

Tapetes de lã trabalhados em tear e a cobrir os velhos sofás estavam mantas de patchworks coloridas.

 

Havia 2 cadeiras de baloiço forradas com almofadas de lã coloridas e junto á lareira 2 enormes cestos continham troncos de lenha e outro com pinhas e galhos de urze, alecrim e alfazema.

 

Uma mesa com tampo corrido feito madeira tosca com os “nós” em bruto e até alguns buracos, de cada lado estavam 2 bancos de madeira corridos.

 

Suspenso sobre a mesa um candeeiro de ferro com um peso em forma de “pinha” dava a luz necessária.

 

Num canto um velho aparador com loiça de barro, malgas e os indispensáveis copos de vidro grosso e tosco.

 

Havia também velhos candeeiros de petróleo e castiçais com velas espalhados por toda a casa.

 

A cozinha era pequena, um fogão a lenha uma bancada de mármore com lava-loiças também de mármore, uma mesa de trabalho ao centro e mais uma lareira pequena. E também a “coisa” mais moderna da casa, um cilindro para aquecer a água para os banhos!

 

No andar de cima 2 quartos todos mobilados em madeira rústica, com cortinas de pano e colchas de lã, em cada um uma pequena lareira e uma janela/varanda que circundava quase toda a casa.

 

A vista, a vista eram as árvores, os montes, a neve e ao fundo um rio gelado, de quando em vez um veado e ao longe o uivo de um lobo!

 

A pequena casa de banho tinha uma banheira de pés! Isso, daquelas com 4 patinhas em forma de garras, todas em esmalte, que se forram com tecido para não se morrer de frio!

 


Acende-se uma salamandra horas antes e muitas velinhas....

 

Ela tomou o seu banho com calma, tinha todo o tempo do mundo!

 

Tinha o fim de um Ano e o começo de um outro só para si!

 

Acariciou-se, deixou que os seus dedos explorassem aquele corpo que tão bem conhecia, mas que cada vez que tocava descobria algo de novo nem que fosse uma sensação...

 

Lá fora os lobos uivavam, os machos chamavam as fêmeas, sedentos de sexo, de luxúria...

 

 

 

 

Levada pelos uivos saltou da banheira e enrolou-se no roupão bem felpudo, colocou a toalha em volta dos cabelos e desceu para a sala. Serviu-se de um brandy e sentou-se confortavelmente no sofá!

 

Os olhos “presos” no fogo e a mente vagueava, solta.

 

Na sua mente ela era loba, loba Alfa esperando pelo macho Alfa corria solta pela neve, sem frio, sem receio, selvagem, apenas eles os Alfa!

 

Ela sabia que o macho Alfa é que escolhe a fêmea dentro de todas as da alcateia, mas quando se nasce marcada para fêmea Alfa eles bem que podem escolher pois já foram escolhidos e nem sabem.....

 

E enquanto o seu pensamento andava longe, a correr juntamente com os lobos sentiu "bater" na porta, primeiro com cuidado e depois com força.

 

Levantou-se e foi abrir...

 

Na entrada estava prostrado um enorme lobo todo negro, parecia ferido, cansado!

 

Ela teve receio mas algo lhe disse que ele não lhe faria mal e com cuidado pegou nele e deitou-o em frente ao lume, com uma toalha secou-o e tratou-lhe da ferida na pata.

 

Depois foi buscar carne que tinha para jantar e ajoelhou-se junto dele, com cuidado foi dando-lhe de comer, e ele aceitou com muito cuidado, apanhando os pedaços sem sequer lhe tocar nos dedos!

 

Quando terminou deitou a cabeça no colo dela e adormeceu!

 

Cansada ela acabou por adormecer também, enroscados, um no outro ficaram em frente da lareira!

 

Nessa noite ela teve sonhos, sonhos que não ousaria confessar a mais ninguém!

 

Sentiu prazer como nunca tinha sentido e aquele lobo nos seus sonhos não era um lobo mas um belo homem de olhos amarelos e corpo torneado, mão fortes, sexo rijo, língua meiga...

 

Quando acordou o lobo já lá não estava e ficou a pensar:

 

Terá sido do brandy, ou foi apenas uma partida da imaginação?!

 

Subiu para se vestir e quando enfiava a camisola reparou que tinha vários arranhões nas costas....

 

Desceu, arranjou uma caneca de café e veio até cá fora. O que viu deixou-a pasmada!

 

Em frente da cabana estavam vários lobos e ao fundo um grande lobo negro, olharam para ela uivaram baixinho e afastaram-se seguindo o grande lobo negro que coxeava!

 

 

 

 

 

 

 

 

Cicuta


publicado por Cicuta às 21:40
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Quinta-feira, 15 de Maio de 2008

Muito mais do que Mil e Uma Noites...

foto retirada da net não tinha  identificação do autor.

 

 

E uma noite ela aceitou....

 

A lua no alto céu negro banhava-se por todo o rio e os lindíssimos telhados lisboetas. As casas antigas estavam com as janelas e varandas abertas para deixar entrar a noite.

 

 

Beberam um copo na esplanada e sem grandes falas desceram a escadaria que os levou por ruelas estreitas, casa velhas, roupa estendida no varal, sons de vozes e televisão saía pelas pequenas janelas nas portas de madeira velha.

 

Floreiras pendiam de algumas delas, as garbosas e contudo modestas sardinheiras davam um ar multicolor às velhas casas.

 

Por vezes encontravam um velhote de tez curtida pelo sol que sentado na soleira da porta fumava o seu cigarro.

 

Entraram  na casa perdida no meio de tantas outras naquele bairro. Beberam um vinho tinto ao som de uma música da qual ela não se lembra.

 

Ele tocou-a com cuidado, quando não se conhece o bicho, devemos ir com cautela...

 

Ela deixou e deixou… Voaram as roupas, os papeis com poemas na parede, a música tocava.

 

Música, qual música?!

 

O que se ouvia era melódico mas não era música com toda a certeza....

 

Eles voaram num Mundo só deles, com cheiros e sabores dignos de um Gourmet, serviram-se das mais delicadas iguarias, tudo sem pressa, sem tempo. 

  

Sim, porque até o Tempo parecia ter parado só para eles....

 

E dormiram, dormiram aquela noite e muitas outras...

 

Dormiram muito mais que as Mil e Uma Noites...

 

Contaram muito mais de Mil e Uma Estórias...

 

Descobriram-se durante muito mais que Mil e Uma carícias, olhares...

 

foto retirada da net não tinha  identificação do autor.

 

 

Trocaram Mil e Um cheiros, gostos, cores....

 

Discutiram muito menos que Cento e uma Noites

 

Riram-se muito, mas muito mais que Mil e mil noites e dias....

 

Não, ela não era a Sherazade nem ele o Sultão que se aborrecia com tudo.

 

Não, não foi milagre de 13 de Maio pois já era 14 quase 15....

 

Foi apenas mais uma noite de luar que começou como tantas outras e terminou como muitas mais… Apenas esta teve continuação por Muito mais do que Mil e Uma Noites….

 

 

Mil beijos com cheiro de violetas por todo o ti meu Amante

 

 

Foto oferecida por um querido Bloguista que infelizmente já não escreve.

 

 

 

 

 

 

 

Beijo Doce


publicado por Cicuta às 19:12
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Domingo, 4 de Maio de 2008

O roupeiro...

 

 

Abri as portas do roupeiro, sentei-me na cama a olhar para lá.

 

A visão ficou turva e só via cores milhares de cores e no fundo o mar… Consegui sentir o cheiro das algas, ouvir o barulho das gaivotas, sentir a brisa...

 

Visualizei cada vestido, cada recordação.

 

O azul noite levou-me ao nosso 1º encontro, ao cheiro das velas, da rua, ao sabor do vinho e do teu beijo…

 

O verde água levou-me a uma festa em que dançámos toda a noite e nos esquecemos da hora de fechar… Levou-me ao sentir fora de mim, fora do meu corpo…

 

O preto e branco levou-me até casa dos teus pais, até a uma família, ao cheiro da cozinha caseira, da gargalhada fácil, até ao teu Mundo…

 

O rosa levou-me até ao passeio no parque, o molhar os pés no lago o meu sorrir perante a tua admiração pelo meu receio dos pássaros…

 

O vermelho levou-me até um jantar que não tivemos, por um desejo incontrolável, que terminou com  uma piza na cama…

 

O cai-cai branco com bolinhas levou-me até um fazer-amor diferente...

 

As calças de ganga levaram-me até à praia, ao cantinho escondido no pinhal, ao caminho por lajes, ao café para comprar choco frito e levar…

 

O que tu te riste de mim…

 

- “Ninguém compra choco frito para levar para a praia!” Dizias tu.

 

Todos os meus vestidos, roupa têm uma estória contigo…

 

Nunca pensamos nisso mas a nossa roupa acompanha-nos nas nossas aventuras!

 

Ahhhhhhhhhhhhhhhhh  e também me lembro de todas as ocasiões onde mos despiste!

 

O azul noite levou-me ao teu beijo, ao passar das tuas mãos pelo meu corpo…

 

O verde água levou-me ao barulho do fecho quando o abriste, ao deslizar do forro pelo meu corpo, ao teu olhar…

 

O preto e branco levou-me até uma mesa de família, e o teu roçar de pé, a tua mão a subir pelas minhas coxas, enfim ao nosso jantar de família

 

O rosa levou-me ao beijo roubado no parque das crianças, ao teu atirar de água para o vestido, ás minhas formas coladas no tecido rosa…

 

O vermelho levou-me aquela noite em que me beijaste,  rasgaste-o e despiste-mo como se o mundo fosse terminar ali, a uma noite de sexo tão rubro como a cor do vestido…

 

Aos teus beijos pelo meu corpo, ao passar da tua língua por mim… Ao gelo que me passaste no corpo, ao gelo com que nos amámos…

 

O cai-cai branco com bolinhas  levou-me até uma noite em casa, com champanhe, lenços de seda e muito splash de água pelo corpo....

 

As calças de ganga…Essas têm tanto que contar que ficará para outro dia….

 

 

Adormeci sorridente e molhada perante um simples armário…….

 

 

 

 

 

Cicuta

 

 

 

 Ps: Homens nunca se esqueçam do que a vossa Mulher vestia...Pode ser o caminho para uma tesão...

 

 

Estavas sexy com a ganga e o cabedal... Foi bom sentir-te...

 

 

E que lindo ficas com blazer e calça cinzenta... Ai... Até me esqueci que eras uma pessoa fina... já mandaste limpar as calças?!

 

 

Beijos no roupeiro... É bem divertido!

 

 

 

 

 

 

 Cicuta

 

 

 


publicado por Cicuta às 19:53
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Sábado, 3 de Maio de 2008

Tão distante e tão perto...

Estás longe, um pouco longe...

 

Mas sem que saibas estamos mais juntos que nunca.

 

Tu, distante não vês as minhas imperfeições, a minha gordura, a minha vergonha...

 

Tu, distante voltas a ser o meu Amante, que quando passa as mãos tem um corpo bonito, com curvas...

 

Tu, distante, voltámos a ser novamente um só, um orgasmo só!

 

Adoro-te mais ainda por estares distante, por não veres a minha degradação.

 

Não que fosses critico no assunto, sempre tiveste uma palavra de conforto como:

 

- "Gata, tu não és gorda, está provisoriamente gorducha...."

 

Por muito que não pareça muita Mulher gostaria de ouvir isso.

 

Eu gostava, embora não demonstrasse.

 

Por ti e para Ti o "azul" hoje não tem parado...

 

O teu perfume na almofada...

 

E com a minha imaginação o teu "eu" dentro de mim!

 

Beijos de Amante, muito amante, puta , mulher tudo!

 

 

 

Cicuta

 

 

 


publicado por Cicuta às 22:27
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