Quarta-feira, 20 de Abril de 2005

O aniversário

mulher.jpeg

Sábado é o dia do teu Aniversário!

Mas não combinamos nada como costumamos!

Estou indisposta!

Dói-me a cabeça!

Aliás dói-me o corpo todo!

Durante toda a semana andei irritadiça, implicativa!

Estranhaste pois não é meu costume!

Querias jantar comigo depois iríamos beber uns copos com os nossos amigos e o resto da noite e do fim de semana era nosso!

Reservaras o Motel que tanto gosto, mas a tudo eu disse que não!

Quando comecei com o verbo “não” tu até que propuseste jantarmos só os dois!

Sei que ficaste aborrecido e por um lado preocupado.

Que raio me teria dado?!

Sei disso pois amigos teus ligaram a saber o que se passava!

As minhas amigas telefonam todos os dias!

Os nossos “amigos da onça” esfregam as mãos de contentamento!

- É desta que os gajos se chatearam!

Na 6ª feira durante a tarde fazes uma última tentativa.

- Ao menos tomas café comigo?

- tudo bem, um café antes do jantar, pode ser?

- Pode, talvez mudes de ideias, posso levar uns chocolates, sabes como adoro chocolate!

- Não vale a pena devo ter por ai alguma coisa, também não vais demorar-te!

- Pois...

Ao fim da tarde ligo-te e digo:

- Tenho um problema amanhã à noite não posso tomar café contigo, mas vem tomar o pequeno almoço!

- Deixo-te as chaves no local do costume aparece pelas 11h, beijo!

E desligo deixando-te a olhar para o telefone com cara de “parvo”.

Nesse momento passam mil e uma coisas pela tua mente.

Endoidou?!

Está bêbada, mas bêbada durante uma semana inteira, não pode...

Será droga? Nã, ela tem medo de agulhas e o resto não deve dar este efeito.

Arranjou outro? Já me tinha dito com o feitio que tem...

Será que fiz merda?! Que eu saiba não, até me tenho portado tão bem!

STPM? Não dura tanto tempo e ela nunca teve disso!

Que raio....

Sábado de manhã meio constrangido lá mete ele a chave na porta e entra.

O aroma a café está pela casa toda, pelo menos tem café, pensou ele!

E cheira a incenso como de costume.

- Estou no quarto, podes entrar.

Quando passa do hall começa a ver velas e pétalas de flores espalhadas pelo chão.

De todas as portas entreabertas pedem pedaços de seda transparente bordada com motivos orientais, dezenas de almofadas de tecidos vários estão espalhadas pelo chão!

Na suite a porta da casa de banho deixa ver a banheira cheia de pétalas de rosas e um balde com champanhe, todo chão do quarto esta coberto de sedas, veludos, cetins e a luz das velas dá-lhe um ar místico!

Em cima de um móvel também forrado com tecidos e flores estão todos os “brinquedos” com que os dois se costumam divertir!

Em outro móvel está champanhe, cerejas outras coisas....

Em cima da cama sobre um tecido de cor dourada estava ela deitada, como vocês a vão ver foi como ele a viu quando os olhos se acostumaram bem ao tom da luz e ele ouviu:

- Parabéns meu querido!

- O pequeno almoço está servido!

aniversario.jpg


Cicuta Doce




Et: Moral da estória por vezes as Mulheres não são chatas querem só fazer uma surpresa!


Pergunta: Que fariam vocês, ficavam entendiam tudo e adooraram a surpresa??!!

Ou davam uma de "macho ferido" e batiam com a porta??!!!

publicado por Cicuta às 20:36
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De JPrazeres a 22 de Abril de 2005 às 23:12

...Iria, claro... Iria de olhos no gosto do mosto, trincando os lábios no desejo de descobrir jardim de Éden ao fundo do corpo em misteriosos bagos. Desenhá-lo ainda mais em fios de chocolate. Imaginá-lo enrolhado no lençol de minha pele, corpo-salada-de-fruta, apanhado do céu como poema em sobressalto, deitado à sombra da minha e da tua volúpia. Para rebentar de prazer na ponta do rastilho de um beijo torvo, um, dois, dez, mil. Para se fazer, para o fazer mousse de chocolate a desfiar-se de boca em boca, batida e misturada pela aura em flor de batons e lábios, seios e soutiens desfeitos no reboliço, claras-em-castelo batidas ao paraíso no solavanco das tuas coxas em gemidos e movimentos, depois de véus e ligas desligadas ao arrepio. Mãos ao ar, mãos a baixo, mãos húmidas, mãos túmidas, gargantas fundas, hormonas doidas, murmúrios e ais. Até que no turbilhão de todas as cores e todos os sabores (já sem perceber, já sem percebermos o que era boca ou o que era ardor, o que era carne ou que era alma, o que era uva o que era parra) a minha língua abrir-se-ia num trópico de capricórnio e ao fundo da frágua da tua cona apanharia com a ponta dela em fogo e flor ostras e caviares que estavam lá, pérolas, no mais profundo canal de ti. Lá, onde eu deixaria como marco um jacto branco de leite a voar, a fazer-se nata, para com ele te escrever em soneto só de sentidos no silêncio fantasma da luxúria, recortada nos lençóis de linho em desalinho, agitada pelo simbolismo do bago de uva trincado pelos lábios ainda mais em lúbrico bailado, bago roubado ao cacho que já nascera na primeira maravilha do mundo do teu monte de Vénus...
JPrazeres


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